| Realizada
no dia 12 de Janeiro de 2002
no Centro Cultural Manuel da Fonseca, em Ferreira do Alentejo
A reunião iniciou-se às
15:30 horas após verificação da existência
de quorum com a presença, no início de 24 Grupos
associados e alguns sócios individuais.
Ponto 1 da ordem de trabalhos: Discussão
e apresentação dos Resultados e Contas do ano
2001
Foi dada a palavra ao Presidente da Direcção
que passou em revista a actividade da MODA em 2001: (a) o
Encontro de Alvito e o seu sucesso pela participação
e interesse dos Grupos nos temas discutidos; (b) o levantamento
do cancioneiro tradicional, ainda em curso e a gravação
das respectivas modas "a solo" pelos mestres que
trabalham neste projecto e que serão disponibilizadas
aos Grupos, para estudo; (c) o projecto de gravação
de uma colectânea de modas do cancioneiro que sofreu
atrasos por o cancioneiro não estar terminado e pela
necessidade de obter financiamentos, devido ao seu elevado
custo; (d) o projecto de página da Internet já
disponível e o desejo de a transformar na imagem da
MODA, ao serviço do "cante" e dos Grupos
associados; (e) as dificuldades de funcionamento do "secretariado"
que não favoreceu todo o trabalho a desenvolver pela
"MODA; (f) a necessidade de uma sede social.
O Presidente da Direcção
apresentou também as "contas" evidenciando
as receitas de quotização como única
fonte de receitas em 2001 e o investimento na Internet como
a principal despesa efectuada, tendo transitado para 2002
um saldo de 756 contos.
Alguns sócios teceram comentários
e solicitaram que no próximo ano o Relatório
e Contas seja distribuído com antecedência.
Posto à votação,
foi o mesmo aprovado por unanimidade.
Ponto 2. Plano de actividades e Orçamento para 2002
O Presidente da Direcção
explanou a sua opinião sobre a situação
do "cante" que não é boa, apesar de
haver cada vez mais Grupos a nascer. Isso não significa
renovação pois faltam jovens a interessar-se
pelo cante.
Por isso, as preocupações
da "MODA" devem incidir no apoio à organização
e reforço dos grupos a todos os níveis: internamente
ao Grupo, perante o público que os ouve e perante as
instituições.
Salientou o que devemos fazer para tornar
o cante atractivo para que os jovens se aproximem dos Grupos,
a atitude dos cantadores perante os jovens, o cante como espectáculo
de qualidade. Quantos aos Encontros de Corais com muitos Grupos,
têm um efeito perverso para eles próprios, pelo
que o espectáculo de cante deve mudar e ser dignificado.
Salientou os diversos aspectos da actividade
para 2002, nomeadamente, a continuação de Encontros
- Debate como o de Alvito, a necessidade de completar o levantamento
do cancioneiro e de elaborar o projecto de gravação
de 100 modas com apoio e financiamento comunitário.
Salientou, também, a necessidade
de uma ligação mais forte com os Grupos através
da reorganização do Secretariado. Isso facilitará
a realização de Encontros temáticos da
MODA e de Encontros concelhios com os Grupos, o que deverá
iniciar-se em Fevereiro, à média de um encontro
por mês, ficando percorridos todos os concelhos onde
há Grupos associados até ao final do Verão.
Igualmente desenvolver o projecto da Internet.
Finda a apresentação, diversos
sócios intervieram sustentando que "os vereadores
da cultura devem estar presentes e ser convidados para os
Encontros concelhios" (José de Jesus - Grândola),
"que não é bem verdade que não se
pode cantar em feiras ou que os jovens não aderem aos
Grupos", e "que nas gravações de CDs
se deve envolver os concelhos e as Regiões de Turismo"
(Góis da Silva - Évora)"; "o orgulho
de cantar à alentejana em sítios difíceis
e adversos como a Damaia (José Miranda); "é
preciso continuar a trabalhar no Alentejo para tornar o cante
cada vez mais rico e mais ouvido, levando para a frente o
projecto de cada Grupo. O Grupo deve reforçar-se internamente
e encontrar as pessoas disponíveis para trabalhar com
o Grupo" (mestre Joaquim Soares); "tudo o que tem
sido conseguido pelos Grupos resulta do esforço de
poucos, mas é assim que vai continuar a ser para evitar
o desaparecimento dos Grupos. Mas todos devem reforçar
o espírito de Grupo e evitar esmorecer" (José
Carlos - Barreiro). "A juventude não participa
nos Grupos porque desapareceram as escolas do cante que eram
os trabalhos agrícolas colectivos, e não é
fácil remediar esta falta". "A MODA devia
editar um Boletim do Cante que saísse periodicamente"
(Chico do Moinho - Casével); "tem que existir
carolice e arranjar iniciativas para que os Grupos não
sobrevivam apenas com alguns subsídios das Câmaras
ou Juntas de freguesia" (Franganito); os "Grupos
devem realizar sessões de convívio anuais e
de aniversário, cantos religiosos e outras iniciativas
autónomas por conta do próprio Grupo, sem depender
das instituições" (Trabalhadores de F.
do Alentejo).
Após um longo debate sobre os
problemas do cante e a forma como a MODA deve apoiar os Grupos,
a Mesa da Assembleia colocou o Plano e Orçamento à
votação, que foi aprovado por unanimidade.
Ponto 3. Eleição do Órgãos Sociais
para o biénio 2002/2003
O Presidente explicou que nos termos
dos Estatutos a eleição será por lista
nominal com indicação dos cargos e a votação
realizada por escrutínio secreto.
Entretanto, deu entrada na Mesa uma lista
apresentada pela Direcção cessante, designada
por Lista A. Foi perguntado à Assembleia se havia alguma
lista para apresentar à votação, sendo
a resposta negativa.
Passou-se então à votação
da Lista A por escrutínio secreto. Deram entrada na
Mesa 36 votos, correspondentes aos sócios presentes.
Escrutinados os votos, verificaram-se 36 votos na Lista A,
pelo que foram eleitos os novos órgãos sociais
da "MODA". (Ver documento anexo com a composição
dos órgãos sociais).
Ponto 4. Outros assuntos
O Presidente da Assembleia Geral deu
a palavra ao Sr. Presidente da Câmara de Ferreira do
Alentejo que foi convidado para a mesa, no final dos trabalhos,
e que teceu considerações sobre o apoio permanente
que a autarquia dá aos Grupos do concelho, num total
de 14. Salientou a forte tradição do cante no
seu concelho e o importante trabalho de Michel Giacometti
pela preservação do cante, o qual dedicou especial
carinho à Freguesia de Peroguarda onde quis ser sepultado.
Elogiou também o trabalho da "MODA" e disponibilizou-se
para apoiar os seus projectos em favor do cante e reafirmou
o apoio que continuará a dar a toda a actividade dos
Grupos Corais. Referiu, nomeadamente, os critérios
na atribuição de subsídios aos Grupos
Infantis que têm mais apoios que os outros; o apoio
ao transporte dos Grupos e à obtenção
de sedes próprias, bem como apoio à gravação
de CDs dos Grupos do concelho.
Salientou, também, que o cante não está
em perigo, que os jovens que "aprendem" o cante,
mais tarde acabarão por voltar aos Grupos.
Disse ainda que o Alentejo se deve afirmar
pela positiva, e que deve aproveitar as oportunidades e transformar-se
numa região moderna onde é bom viver. E o "cante"
deve integrar-se nessa perspectiva de modernidade e, então,
os jovens sentir-se-ão atraídos pelo "cante".
Finalmente referiu o desejo de a Câmara
se associar à "MODA" como sócio colectivo.
E nada mais havendo a tratar, o Presidente da Mesa da Assembleia
Geral encerrou a sessão, eram 18:30.
Ferreira do Alentejo, 12 de Janeiro de 2002
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