19-08-2009
Este Debate é da iniciativa do Instituto Politécnico de Beja, envolve diversas entidades e pretende contribuir para a dignificação do Cante Alentejano.
- "En.cantos do Cante Alentejano"

"Encantos do Cante Alentejano": uma iniciativa do Instituto Politécnico de Beja, em colaboração com a Câmara Municipal de Cuba Dia 4 de Setembro , na Igreja do Carmo, em Cuba http://www2.ipbeja.pt/eventos/em.cantos/Paginas/default.aspx Contribuir para a dignificação do Cante Alentejano é o objectivo principal desta primeira edição do projecto ”em.cantos”. Nas palavras do Padre António Alfaiate Marvão, estudioso de referência nesta matéria, o Cante Alentejano constitui uma representação de “toda a vida do alentejano”, marcada por uma certa nostalgia revelada nas letras em que prevalecem os sentimentos ligados ao amor e à saudade, e acompanhada por uma música lenta e compassada. Apesar de existirem várias teses que pretendem explicar a origem desta manifestação artística peculiar, de entre as quais se salientam a que defende a sua origem no canto gregoriano e a que considera que o mesmo foi proveniente do canto árabe – não existe ainda uma explicação definitiva, pois a informação histórica e documental disponível não é considerada suficiente. Certo é, todavia, que esta forma de expressão vocal está claramente relacionada com os trabalhos do campo e com os encontros de fim de tarde nas tabernas, espaços de excelência para a criação das modas do Alentejo. Contudo, o mundo rural vive hoje um novo paradigma, tendo sido alvo de diversas transformações, onde a mecanização agrícola se impôs e o espaço para o convívio, nos moldes anteriores, é cada vez mais escasso. Assim e apesar de continuar a surgir muitos grupos corais, o Cante Alentejano depara-se actualmente e segundo vários autores, com um conjunto de problemas - sejam de organização interna e funcionamento de (alguns) grupos, sejam outros que têm a ver com preconceitos que determinam, por exemplo, o elevado nível etário que prevalece nos grupos - que podem pôr em causa a sua genuinidade. Há, pois, que procurar dignificar a moda assim como os seus intérpretes e oferecer-lhe um novo estatuto. Para tal, importa discutir e sensibilizar todos os intervenientes neste processo por forma a se encontrar as soluções adequadas para os problemas já identificados. |
Café Portugal www.cafeportugal.net «EM.CANTOS» DO CANTE ALENTEJANO, em CUBA, NO DIA 4 DE SETEMBRO: DEBATE SOBRE O CANTE ALENTEJANO Em Cuba, Alentejo, o Cante vai estar em destaque a 4 de Setembro, reunindo especialistas, músicos e autarcas na Igreja do Carmo. É a primeira de 14 tertúlias organizadas pelo Instituto de Beja em parceria com várias entidades do concelho. Café Portugal | terça-feira, 25 de Agosto de 2009 Em.cantos é o nome da iniciativa que vai levar a Cuba, a 4 de Setembro pelas 18h00, especialistas do Cante alentejano para uma discussão aberta ao público sobre as vozes e a música tradicional. Para debater este tema vão estar presentes, na Igreja do Carmo, Paulo Lima, antropólogo; Francisco Manso, realizador do documentário «Canto a Vozes»; António Cartageno, padre especialista em Cante Alentejano; Janita Salomé, cantor e compositor e Francisco Orelha presidente da Câmara de Cuba. Ana Paula Figueira docente do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja), vai moderar o debate.
Na plateia vão estar representantes de associações e instituições ou particulares importantes no fomento do Cante como Francisco Colaço Guerreiro, responsável pelo Observatório Regional do Cante, Joaquim Soares, presidente da direcção da MODA - Associação de Cante alentejano e António duro, ceramista e pintor, autor de várias peças em barro relacionadas com o cante e que integram a exposição itinerante “O cante alentejano”. Para dar o seu contributo estará também presente Pedro Mestre, coordenador do programa do «cante alentejano nas escolas», e também animador de música tradicional alentejana.
De recordar que o projecto «em.cantos», organizado pelo IPBeja, pretende levar a debate, às 14 sedes do distrito, temas chave sobre o Alentejo. Este projecto encabeçado pela docente Ana Paula Figueira conta com a colaboração de todos os concelhos do distrito de Beja, assim como de organismos locais. Almodôvar será, a 30 de Outubro, o palco seguinte de debate sobre a questão «O Parque Eólico de Almodôvar: repercussões sócias, económicas e expectativas para o futuro». Os recursos geológicos, a biodiversidade do distrito e a valorização dos produtos regionais são algumas das temáticas de futuras conversas que vão sempre decorrer em locais de interesse histórico e cultural. Uma presença pontual será também a do autarca do concelho onde decorrerem os «em.cantos». |